Dia da Consciência Negra: Zenaide defende cotas raciais e ressalta ações do mandato contra racismo e desigualdades


 Em 08-08-2024, senadora Zenaide Maia preside sessão no Senado para homenagear mulheres negras. Ao lado dela, as primeiras ministras negras do Tribunal Superior Eleitoral, Edilene Lôbo (centro da foto) e Vera Lúcia (esquerda da foto). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado



Procuradora Especial da Mulher no Senado Federal, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) defende o feriado nacional do dia da Consciência Negra, 20 de novembro, como data simbólica que obriga o Brasil a reparar, com políticas públicas e mudança estrutural nos valores sociais, uma dívida “impagável” decorrente de mais de 300 anos de escravização da população negra.

A parlamentar ressalta ações de seu mandato em favor dessa causa, como o voto a favor de cotas raciais, o lançamento de um guia para candidaturas femininas negras, a assinatura de um acordo de cooperação entre governo federal e Senado para ações antirracismo, além da relatoria da lei de igualdade salarial para homens e mulheres.

Para Zenaide, as leis de cotas raciais no serviço público e nas universidades, por exemplo, são ações inclusivas, democratizantes e reparatórias essenciais para, ao menos parcialmente, reverter o alijamento de homens e mulheres negros de espaços de decisão historicamente dominados e exclusivamente acessados pela população branca no país.

“Não só voto a favor, mas faço uma defesa engajada das cotas raciais para os descendentes dos negros escravizados no Brasil por mais de três séculos. Navios negreiros são o retrato da barbárie que a escravidão fez com o povo africano trazido a este território para trabalhos forçados em um regime de brutalidade inominável, com morte, tortura, violência, extermínio, condenação à miséria e à exploração predatória por parte dos senhores de engenho e da burguesia”, frisa a senadora.

Zenaide ainda destaca que a formação do Brasil atual resulta do protagonismo miscigenado e da influência africana na música, nas artes, nas religiões, na culinária e nas diversas manifestações e formas de vida abrigadas no país. “E, mesmo com todo esse patrimônio cultural e humano dos povos negros que nos enriquece como nação, nossa herança advinda dos países da África é vítima de esquecimentos, de apagamentos, de falta deliberada de memória do poder público. É preciso ampliar e valorizar ações afirmativas existentes, como a lei de cotas e o percentual de candidaturas eletivas negras”, reitera.



El


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